interview

"On est toujours le troll de quelqu’un" : Antonio Casilli chez Miss TrollMedia (25 mai 2012)

Qui se cache derrière le masque de Miss TrollMedia, bête noire du Web qui a fait surface au Centre Pompidou lors de la conférence de Henry Jenkins ? Personne ne le sait, mais on peut suivre ses interviews avec les théoriciens de la culture numérique contemporaine sur son Tumblr. Parmi ses invités, le sociologue Antonio Casilli, auteur de Les liaisons numériques. Vers une nouvelle sociabilité ? (Ed. du Seuil).

Pour lire et écouter d’autres interventions sur le trolling, cliquer ici.

Miss TrollMédia : J’ai lu l’article de votre blog “Pour une sociologie du troll“…

Antonio A. Casilli : Je vois. Vous n’avez pas apprécié et cela va m’attirer des ennuis…

Miss TrollMédia : Vous qui aimez tant parler des trolls mais ne leur donnez pourtant jamais la parole, pouvez-vous m’expliquer comment il est possible de s’arroger la position de non-troll ?

Antonio A. Casilli : Je ne m’arroge pas la position de non-troll. Au contraire, je suis profondément convaincu qu’on ne peut pas ne pas être troll à un moment ou à un autre. On est toujours le troll de quelqu’un d’autre. Si j’étais un sociologue du XIXe siècle j’en tirerais une loi sociale : « pour tout individu X, il existe au moins un autre individu Y tels que X soit en position de trollage par rapport à Y en ce qui concerne un domaine ou une question spécifique ». Le troll est une catégorie relationnelle, qui n’a rien de subjectif.

Miss TrollMédia : N’est-ce pas une question de point de vue ?!

Antonio A. Casilli : Oui, bien sûr, c’est une question d’aller-retour incessant entre une opinion exposée par un locuteur et une contre-opinion souvent complètement décalée, portée par celle ou celui qui occupe la place du troll. Cette dernière est une place que l’on ne choisit pas parce qu’elle est commode, mais parce que l’accès aux autres positions nous est défendu. J’ai envie de dire, avec Bertolt Brecht, que l’on s’assoit du côté du tort puisque toutes les autres places sont occupées.

Miss TrollMédia : En quoi n’êtes-vous pas, vous, un socio-troll qui empêche la société de tourner en rond ?

Antonio A. Casilli : Allons, allons… Je suis l’un des hommes les plus exquis de la profession. Un véritable gentleman.

Miss TrollMédia : Ce que vous appelez Troll est en fait un esprit libre et brillant. Ne pensez-vous pas, à ce titre, que l’amateur, le public qui est amené à contribuer, participer à des projets collaboratifs sur le web est forcément un troll en devenir ?

Antonio A. Casilli : Libre et brillant ? Pas du tout. Le troll est un esprit bête et méchant. Je suis de l’école de Pacôme Thiellement, qui y voit la dernière incarnation de l’humour de guerre, qui va du bushido des japonais à Hara-Kiri du Professeur Choron. C’est un esprit polémique, au sens étymologique du terme, de “polémos”, de guerre en Grec, qui se dégage et qui fait de tout acte de publication – que ce soit un commentaire sur un blog ou une image sur 4chan – une déclaration de guerre. Cette guerre totale se déclenche à chaque fois que l’on cherche à forcer le public dans une posture passive de récepteur d’un message. Les projets collaboratifs sur le Web sont, de ce point de vue, les pires. Ils incitent le public à être libre mais pas trop, à prendre l’initiative mais pas le pouvoir… Rien d’étonnant, alors, que la réaction à ce ballet hypocrite soit le trollage. Voilà ce qui incite cette réaction, voilà ce qui réveille le troll qui sommeille au fond de chacun d’entre nous.

Miss TrollMédia : Il est un peu habituel de dire “don’t feed the troll”… Comme si la supériorité de ces êtres exceptionnels faisait peur à tous. Moi, j’ai envie de transmettre mes savoirs aux publics ignares retranchés derrière leur ignorance crasse et haineuse – et en imaginant que ceux-ci soient capables de me parler… Pensez-vous qu’une dialectique du Troll soit possible ?

Antonio A. Casilli : C’est une dialectique impossible entre une thèse (celle du locuteur) et une antithèse (incarnée par le troll) qui ne se laissent pas réduire ni composer dans une synthèse finale. Le troll est un court-circuit de la discussion civilisée que la modernité nous a habitué à penser comme l’une des caractéristiques de l’espace politique idéal. La possibilité même de l’existence du troll témoigne du fait que la sphère publique dont parlait le philosophe allemand Jürgen Habermas, l’espace régi par la force intégratrice de la discussion, n’est qu’un leurre.

"A Internet aumenta o capital social" : interview (Brésil, 14 janv. 2012)

Sur le site Web de l’Institut Humanitas de la Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Brésil), une traduction de l’interview d’Antonio Casilli, auteur de Les liaisons numériques. Vers une nouvelle sociabilité ? (Ed. du Seuil), parue sur le quotidien italien La Repubblica le 10 janvier 2012. Initialement réalisée par Fabio Gambaro, l’interview a été traduite en portugais par Moisés Sbardelotto.

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505711-a-internet-aumenta-o-capital-social-entrevista-com-antonio-casilli

“A Internet aumenta o capital social”. Entrevista com Antonio Casilli

“O espaço virtual é uma teoria nascida da literatura. Ao contrário, vivemos em uma realidade mista”. “As revoluções não são feitas pelo Twitter e pelo Facebook, mas sim pelas pessoas que vão às ruas”. O estudioso Antonio Casilli publicou um livro na França em que desmente muitos dos clichês sobre o universo do computador.

A reportagem é de Fabio Gambaro, publicada no jornal La Repubblica, 10-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Transformando a nossa percepção do espaço, do corpo e das relações sociais, o universo das novas tecnologias digitais nos obriga a refletir criticamente sobre a natureza profunda da realidade em que vivemos. Uma reflexão à qual Antonio Casilli se dedica proficuamente, sendo especialista em culturas digitais e que, há vários anos, se mudou para a França, onde as suas análises sobre as novas formas de socialidade das redes são muito apreciadas e discutidas.

Em seu último livro, Les liaisons numériques (Ed. Seuil, 331 páginas), o estudioso critica radicalmente os falsos mitos que acompanharam o desenvolvimento das novas tecnologias, começando pelas ameaças do espaço virtual: “A teoria da desmaterialização da realidade produzida pelas novas tecnologias digitais é uma teoria filha da literatura dos anos 1980”, explica Casilli, que, depois de trabalhar na École des Haute Etudes en Sciences Sociales, leciona hoje no Telecom Paris Tech.

“Mais do que na dicotomia entre espaço real e espaço virtual, nós todos vivemos hoje em uma realidade mista, que poderíamos definir como uma realidade aumentada, em que o real é aumentado, amplificado, transformado pelo virtual. A nossa vida diária se desenvolve em uma contínua sobreposição de espaços reais e espaços cognitivos digitais. Por exemplo, enquanto estamos em um carro ou em um trem, nos movemos fisicamente no espaço, mas, ao mesmo tempo, graças aos smartphones, nos movemos também em outra dimensão virtual”.

Eis a entrevista.

A nossa relação com o espaço fica alterada?

O espaço se torna híbrido, e nós o percebemos como tal, reconfigurando-o continuamente. Exemplo disso é a separação entre espaço privado e espaço público, que está em contínuo movimento. Antes da Internet, a fronteira era bastante definida. Mas agora as mídias sociais permitem que se projete o espaço privado na rede, ou seja, em um contexto público. O Facebook ou o Twitter põem constantemente em discussão as nossas categorias de privado, que certamente não se dissolve, mas se reconfigura.

A privacidade não é mais a de antigamente?

Hoje, a privacidade não é mais “o direito de ficar sozinhos”, como dizia Louis Brandeis. A definição da privacidade é móvel e deve ser continuamente renegociada de acordo com as pessoas e as situações. O Twitter nos obriga a nos interrogar continuamente sobre a fronteira entre público e privado. Essa ginástica mental é muito cansativa. Para reaprender como adultos o que compartilhar e que não, gastam-se muitas energias e correm-se risco que depois devem ser pagos. No fundo, todos nós, hoje, estamos fazendo um aprendizado coletivo das novas mídias sociais. E, naturalmente, não é fácil encontrar a medida certa.

Nessa evolução, o corpo se torna uma interface entre nós e o mundo digital…

O espaço digital convida o corpo a entrar em cena na realidade virtual. Mesmo os blogs são uma maneira de entrar em cena, confrontando-se com os outros, o que sempre implica uma redefinição da percepção do nosso corpo com a escolta da imagem reenviada pelos outros. Nas mídias sociais, os outros intervém para validar a representação de nós mesmos. Assim, o corpo, que era um projeto de si, torna-se projeto de nós, para usar a terminologia de Michel Foucault. Naturalmente, se essa é uma oportunidade que permite enriquecer constantemente a nossa personalidade, também é verdade que tal situação pode produzir uma crise de identidade.

Com respeito às relações entre corpo e mundo digital, há quem advirta contra os riscos cognitivos da nossa dependência às novas tecnologias. O que você acha?

A informática é um prolongamento das mnemotécnicas do passado, que, naturalmente, não estavam voltadas a esvaziar o nosso cérebro, mas sim a torná-lo mais eficaz. Portanto, os computadores devem ser considerados como uma extensão da memória, e não como uma ameaça às capacidades cognitivas. O universo da informática é, para nós, uma espécie de prolongamento cognitivo, além de social, que nos permite um maior número de relações. A agenda do celular ou a lista de amigos no Facebook amplia o círculo dos conhecidos com quem mantemos contato.

Mas a Internet muitas vezes é acusada de dessocializar os indivíduos…

É um falso mito. Na realidade, a Internet produz novas formas de socialidade que nos permitem modular melhor o equilíbrio entre laços fortes e laços fracos, ou seja, aqueles laços potenciais que solicitamos de modo descontínuo. No Facebook, se, no início, prevalecem os contatos com as pessoas que são mais importante para nós, em seguida, tornando-nos amigos de amigos, ampliamos o círculo dos laços fracos, fazendo-os durar no tempo. No fim, a proporção entre laços fortes e fracos é muito diferente da que está presente na vida real.

Consequentemente, as mídias sociais oferecem uma socialidade mais rica, que nos permite entrar em contato com ambientes que, anteriormente, estavam fechados para nós. Antes da Internet, vivíamos em uma sociedade de pequenas caixas – a família, o país, o trabalho etc. –  dentro da qual estávamos unidos aos outros por fortes laços. Com a Internet, essas caixinhas continuam existindo, mas, além delas, dispomos de passarelas para muitas outras caixas, isto é, para outras realidades sociais, com as quais talvez conservamos apenas laços fracos. Enfim, encontramo-nos no centro de redes glocais, no sentido de que são globais e locais ao mesmo tempo.

O que muda para o indivíduo?

As vantagens são múltiplas, sobretudo em termos de capital social, isto é, o conjunto dos recursos sociais que cada indivíduo tem à disposição para se realizar no plano pessoal, profissional, social, cultural etc. As mídias sociais nos permitem incrementar e modular melhor o capital social. Os amigos em rede são um recurso social.

Isso nos obriga a repensar o conceito de amizade?

Na verdade, durante séculos, privilegiamos a definição humanista da amizade. Baseando-nos em Cícero, Sêneca ou Montaigne, pensamos a amizade como um laço desinteressado, privado e caracterizado por uma cooperação forte. Em rede, à amizade tradicional que ainda continua existindo, sobrepõe-se um outro tipo de vínculo que também pode ser utilitarista. Esse laço, além de ser público e ficar gravado em um banco de dados, pode dar lugar a uma cooperação não simétrica. Na amizade clássica, a relação sempre é recíproca, não podemos ser amigos de alguém que não é nosso amigo. No Twitter, podemos seguir alguém que não nos segue.

Modificando as relações entre as pessoas, a Internet transforma também as modalidades da ação política?

Os mais otimistas enfatizam as virtudes democráticas da rede, lembrando, por exemplo, que a primavera árabe seria o típico prolongamento desse espírito democrático. Mas eu penso que a Internet é sobretudo um estilo político, que pode ser adotado por realidades ideológicas muito diferentes. Vemos isso nos EUA, onde o tanto o Tea Party quanto o Occupy Wall Street exploram a fundo as mídias sociais, dando lugar a uma organização horizontal sem hierarquia e de geometria variável. Essa estrutura pode ser muito eficaz, mas não devemos criar muitas ilusões. As revoluções não são feitas pelo Twitter ou pelo Facebook. São feitas sempre pelas pessoas reais que saem às ruas. As mídias sociais podem só coordenar, trocar e ampliar as recaídas do real. Mas sem jamais substituí-las.

Dans le blog Agora (Brésil, 13 sept. 2011)

Le blog brésilien Ágora com dazibao no meio publie la traduction en portugais d’une interview avec le sociologue Antonio Casilli, auteur de Les liaisons numériques. Vers une nouvelle sociabilité ? (Ed. du Seuil). L’interview, initialement réalisée par Hubert Guillaud, avait été initialement publié dans le blog Internetactu de Le Monde.

Vivemos em um ambiente mediado por máquinas de comunicação que alteram a forma da relação social. Agora, em seminários científicos, informações são trocadas não apenas por meio de comunicações “oficiais”, mas também através da Internet (aquilo que chamamos de backchanneling, como explica Danah Boyd – NDE), permitindo recriar formas de autenticidade comunicacional capazes de cruzar por túneis sob a nossa realidade. Trocamos e-mails, mensagens de texto, mensagens instantâneas ou tweets com impacto emocional, em tempo real, que podem ser mais importantes do que as formas mais civilizadas de comunicação real.

Essas tecnologias nos ajudam a gerenciar melhor nosso “posicionamento social”. Existe um desejo no uso dessas tecnologias que vai nessa direção, a de fazer com que nosso posicionamento primário se beneficie de uma posição de escolha.

O que está em jogo é a questão da homofilia [amizade]. Em sociologia, homofilia refere-se a um discurso determinista que diz que tendemos a associar-nos a pessoas com quem partilhamos formas de complementaridade relacionadas à linguagem, ao gênero, ao nível cultural ou à etnia… No estudo da amizade como processo social, durante muito tempo pensou-se que a amizade entre as pessoas se dava em função do gênero, de compartilhar o mesmo ambiente geográfico, social etc. Mas com a Internet conseguimos criar áreas de maior controle a respeito desse posicionamento.

Meus estudos em sociologia informática baseiam-se fortemente na análise da homofilia, visando compreender se estas características comuns influenciam na criação de laços em redes sociais como o Facebook, com o objetivo de compreender o que ocorre quando falamos de posicionamento social, de estrutura social. Inclusive criei um modelo multiagente capaz de agrupar redes de laços de amizade. O que importa observar é como se chega, independente do parâmetro usado, sempre ao mesmo resultado: o modelo mostra que a homofilia não faz parte do jogo. Ou em todo caso, seu papel é bem menor do que o das características culturais, das experiências ou dos gostos exibidos publicamente, como expliquei em uma pesquisa recente que fiz com Paola Tubaro (.pdf).

"Corps en ligne, corps hors ligne" : entretien avec Antonio A. Casilli dans Poli n. 4 (mai 2011)

La revue Poli – Politique de l’image publie une interview avec Antonio A. Casilli à propos de son ouvrage Les liaisons numériques. Vers une nouvelle sociabilité ? (Ed. du Seuil). “Virtualisation” du corps, avatars, identité en ligne, amitié et intimité dans les réseaux sociaux d’Internet : voilà quelques uns des sujets traités dans le long entretien conduit par Marion Coville. Ici, la première partie de l’interview : la lecture se poursuit dans le numéro 4 de la revue.

CORPS EN LIGNE CORPS HORS LIGNE

Entretien avec Antonio A. Casilli – propos recueillis par Marion Coville

Dans votre ouvrage, Les Liaisons Numériques vous indiquez que le web reconfigure notre manière de faire société. Pourriez-vous définir cette nouvelle forme de sociabilité ? Y a-t-il une différence entre une communauté réelle et une communauté en ligne ?

Antonio Casilli : Le web prolonge certaines structures et modalités de notre manière de faire société : il propose des compléments de sociabilité. Ce n’est pas simplement une complémentarité quantitative. Le web nous aide à imaginer de nouvelles formes de relations entre êtres humains, comme le friending, l’amicalité, l’interconnexion entre deux profils sur des réseaux sociaux comme Friendster, MySpace ou Facebook. Le clivage entre communauté en ligne et communauté hors ligne a été établi à la fin des années 80, lorsque notre compréhension des  interactions assistées par ordinateur était différente, dominée par la juxtaposition d’un monde soi-disant réel et d’un monde virtuel complètement dématérialisé. Certains théoriciens des technologies communicantes, comme Howard Rheingold, avaient voulu montrer que le web ouvrait la voie à une utopie que nous n’étions pas parvenus à réaliser dans la vie hors ligne, celle de créer des communautés « pures », harmonieuses et socialement durables. Ceci avait été le rêve des sociologues pendant plus d’un siècle. Mais il avait été aussi le rêve des contre-cultures américaines des années 60 et 70 pour qui la communauté aurait dû être un maillage social dans lequel les individus étaient unis par un sentiment d’appartenance, de cohésion extrêmement forte et intime. Il s’agit d’un idéal de sociabilité dont, avec Internet, certains ont vu la réalisation dans les forums en ligne, les listes de diffusion, et, plus tard, les mondes immersifs puis les réseaux sociaux. Cependant, j’insiste sur le fait que nous sommes face à un discours qui exprime tout un ensemble de desiderata d’ordre social, sans pour autant en être une instanciation ou une actualisation.

Durant vos recherches, vous avez interrogé et observé une adepte des rencontres érotiques, dont justement, le comportement en ligne influence la vie matérielle…

J’ai choisi de passer par l’étude du cas de Sonia pour illustrer les retombées possibles de la mise en scène de soi en ligne sur le corps et la sensibilité. À un tournant de sa vie, cette jeune femme française d’une vingtaine d’années considère que sa façon d’interagir avec les autres n’est pas satisfaisante, qu’elle n’arrive pas à avoir le type de rencontres érotiques et le type de relations humaines et sexuelles qu’elle souhaite avoir. Elle s’inscrit alors sur un réseau en ligne et, en se mettant en scène d’une certaine manière, évocatrice d’une démarche de séduction et de recherche du plaisir, elle parvient à avoir un succès incomparable à celui qu’elle avait auprès des hommes dans sa vie hors ligne. Elle doit cela au personnage qu’elle a inventé pour le web, qu’elle décide d’appeler Olivia. Ce prénom introduit d’ores et déjà une certaine promesse de sensualité, par l’évocation d’un imaginaire méditerranéen. Elle structure son personnage d’une manière fine et sophistiquée, comme un double soi qu’elle prend le temps de décrire dans le détail, en répertoriant dans un tableau comparatif les différences entre son corps en ligne et hors-ligne. J’insiste sur le fait qu’il ne s’agit pas simplement d’une projection fantasmatique, mais d’un masque social, créé et présenté par Sonia : ce personnage et ce corps ne sont pas simplement des représentations imaginaires, mais des stratégies de reconnaissance. Elle s’expose à la validation des autres membres de la communauté dont elle fait partie. Ces derniers vont la rencontrer et réaliser un retour sur elle, en indiquant si cette femme est Olivia ou Sonia, si elle est capable d’assumer l’identité numérique qu’elle a choisie. Paradoxalement, ce masque est un élément d’authenticité, voire d’authentification que la communauté en ligne accorde à ce personnage et à ce corps mis en scène.

D’ailleurs, Jean-Claude Kaufmann, dans son ouvrage Sex@mour écrit, je cite, qu’« Internet a bouleversé le paysage des rencontres amoureuses, que la sexualité (…) s’est banalisée au point de devenir une sorte de nouveau loisir ». Pour reprendre le célèbre slogan d’un site de rencontre : les règles ont changé ?

Les règles se sont adaptées. Il y a un certain timing de la rencontre amoureuse qui s’est désormais installé, capable de prendre en compte l’apparition des usages technologiques en général : du moment de la recherche d’un partenaire jusqu’au moment de la rencontre, du premier échange, du premier baiser, jusqu’au happy ending final, qu’il soit prolongé ou occasionnel. On est arrivé à insérer les applications connectées et les échanges en ligne pratiquement à chaque pas de ce processus : parler sur Skype, envoyer des mails, tchatter, échanger des commentaires sur Facebook… De nouvelles temporalités émergent. Dans Les Liaisons Numériques, j’évoque l’exemple d’une utilisatrice brésilienne, qui introduit dans son répertoire amoureux de nouveaux usages, aujourd’hui assez communs. Lors d’une fête, elle rencontre un jeune homme qui lui plaît et elle collecte rapidement quelques éléments qui l’aideront à l’identifier. Une fois rentrée chez elle, elle effectue une recherche Google à partir du nom de cette personne, de sa ville. Elle dispose ainsi d’informations assez précises qui lui permettent ensuite de cibler la communication : le relancer par mails, lui laisser un message sur son répondeur, articuler les échanges en ligne et hors ligne… Un partenaire potentiel, il faut désormais non seulement le « draguer » mais aussi le « traquer » – pister ses traces sur le web. Continuer à entretenir le lien après le début de l’histoire, ou avant, à travers une articulation d’usages informatiques et de rencontres « en vrai ». De ce point de vue je suis d’accord avec Jean-Claude Kaufmann : il y a une manière de repenser la rencontre. Il faut s’éloigner de cette idée bête que d’autres ont eue d’imaginer qu’avec l’arrivée d’Internet, le bouleversement allait être le remplacement des rencontres réelles par des rencontres virtuelles. Cela n’a jamais été le cas, même avant Internet. Avec le Minitel rose par exemple : c’était un minitel de rencontres, qui aboutissait, surtout dans le cas de la communauté gay et d’autres sexualités alternatives, à des rendez-vous bien réels. Il y avait des limitations techniques mais à la fin de l’histoire, il y avait un moment de face à face, et une articulation, une mise en boucle de la rencontre hors ligne et de la rencontre en ligne.

Plus généralement, on associe souvent Internet et la question du virtuel, du numérique à la disparition du corps. Vous écrivez, au contraire, que « les communications Internet (…) grouillent de traces corporelles », quelles sont-elles ?

La question de la désincorporation, de la dématérialisation du corps, a dominé le discours public entourant l’informatique de masse à partir de la seconde moitié des années 80. Plusieurs auteurs ont commencé à aborder ce thème. Je pense surtout à John Perry Barlow, un grand activiste, bien sûr, mais avant tout un poète et parolier de Grateful Dead, ou encore à William Gibson, auteur reconnu de science-fiction. Aucun d’entre eux n’était un spécialiste du corps. Ces auteurs ont appelé « manque de corps » quelque chose relevant d’une certaine mise en représentation de ce dernier. Dire que le corps se dématérialise car il est face à son avatar 3D, c’est un peu comme dire que le corps d’un visiteur de musée se dématérialise car il est face à un tableau : ça n’est pas le cas, on est simplement dans un rapport observateur / observé. Bien sûr, ce rapport se complexifie lorsque l’on a à faire à des modélisations 3D interactives, parce que là il n’y a pas de spectateurs du corps, mais des interacteurs. Le corps est constamment invité à participer : les réalités virtuelles étaient basées sur des capteurs de mouvements, et, encore aujourd’hui, les consoles de jeu tout comme les claviers ou les souris convoquent un geste et une corporalité, sans cesse impliqués dans le processus de communication en ligne. Le corps de l’usager est constamment engagé dans l’interaction avec la machine, il est donc forcément projeté sur l’écran. On trouve différents types de traces corporelles. Tout d’abord, les traces mono dimensionnelles, comme les émoticônes, qui reproduisent certains gestes ou expressions du visage, et donc, une émotivité, du simple « 😉 » pour exprimer le sourire, le clin d’œil de complicité, ou encore «  o/ » pour les bras levés. Cela devient encore plus intéressant dans d’autres pays, où d’autres codes de communication s’imposent, comme les émoticônes de type manga «  ( ^ – ^ ) / » qui permettent non seulement d’avoir une expressivité corporelle, mais également d’établir une différence entre un corps qui se veut asiatique et un corps occidental. Il y a ici des possibilités d’adoption de codes qui prennent en compte des éléments qui, normalement, ne sont pas modulables dans l’interaction en face à face.

On trouve également des traces bidimensionnelles : les photos, vidéos, textes qui contiennent des portraits des utilisateurs. Ces traces sont le fruit d’un travail beaucoup moins synthétique : on s’interroge sur le cadrage, sur les détails qui doivent être montrés, si le corps doit être nu ou habillé, selon le service en ligne dans lequel on évolue. Le troisième type de trace corporelle, malgré son côté folklorique, est moins répandu que ce que l’on imagine : c’est l’avatar 3D que l’on retrouve dans les jeux vidéo, les univers immersifs, ou dans les mondes persistants en ligne. C’est la représentation typique du corps dans l’imaginaire d’internet, alors qu’elle est assez rare car elle demande un niveau relativement avancé de connaissances informatiques, ainsi qu’une implication très importante en termes de temps investi dans la personnalisation et dans l’entretien de ce corps.

On peut d’ailleurs remarquer que de nombreux jeux vidéo proposent un marché afin de personnaliser au maximum les avatars. Je pense notamment à Little Big Planet, où, même si l’avatar ne ressemble pas au joueur, il peut être façonné à l’effigie d’autres personnages de la culture populaire (comics, films, etc. …)

On peut effectivement se demander quel doit être le rapport entre le corps en deçà de l’écran et le corps au-delà de l’écran. Sur Second Life, par exemple, malgré toutes les limitations techniques d’un service de ce type, chaque utilisateur est face à deux possibilités : créer un avatar totalement différent de soi, ce qui peut être une sorte de sublimation de son identité, ou réaliser une création photoréaliste. On retrouve d’ailleurs des services (des îles), qui proposent une « chirurgie plastique » de l’avatar, pour le rendre cohérent, au détail près, avec le corps de son utilisateur, en y ajoutant même les détails qui ne relèvent pas des critères de beauté physique, comme les rides ou la calvitie. C’est la question de la véridicité qui se joue ici, mais la question du rapport entre le corps « réel », physique, tangible et le corps représenté ne se réduit pas à cela.

D’ailleurs, les interactions en ligne ne permettraient-elles pas d’interroger, voire d’intervenir sur les constructions sociales du corps ?

On intervient effectivement sur ces constructions, ainsi que sur la définition de ce qui est normal et pathologique, d’un corps habile et d’un corps « handicapé ». Sur Internet, le handicap se construit socialement d’une manière différente : une personne malentendante par exemple, avec une interaction textuelle (un chat, un mail…), peut choisir le moment où elle dévoilera son handicap, alors qu’elle serait obligée de le faire au début d’une interaction en face à face. Mais il ne s’agit pas que de cela : le fait d’être interconnectés en ligne, d’appartenir à des communautés de personnes partageant une même spécificité physique ou, du moins, un même cadre de vie, peut permettre un positionnement face au handicap et à sa définition. Par exemple, si je suis malentendant, ces communautés peuvent m’aider à entrer en contact avec d’autres individus comme moi et donc, à faire face à d’autres cas de figure qui m’aident à comprendre exactement ma position sociale en tant que personne handicapée. On peut même trouver des sites de rencontre en ligne comme disabledpassions.com qui permettent de sélectionner des partenaires sur la base du sexe, de l’âge, de l’emplacement géographique, mais également du type et degré de handicap. La sélection de personnes partageant les mêmes enjeux est alors affinée grâce aux outils proposés.

[Continuer la lecture sur Poli n. 4]

Quick French Talk avec Antonio Casilli à The Nice Institution

‘Les liaisons artistiques’ est une collection d’œuvres liée au livre d’Antonio Casilli Les liaisons numériques. Vers une nouvelle sociabilité ? (Seuil). A l’honneur pour cet épisode, les artistes Mildred Simantov et Nils Thornander, fondateurs de The Nice Institution. Leur série de pièces QUICK FRENCH TALK, est basé sur un présupposé très simple : inviter à chaque fois un convive à l’emploi du temps chargé – d’où la devise de la série “I have only thirty minutes to have lunch” (“je n’ai que 30 minutes pour déjeuner”). L’art de la conversation du Siècle des Lumières, mais en version speed.

Dans cette vidéo, Casilli s’attaque à trois grandes thématiques (dieu, le savoir et la nourriture), mais il s’octroie aussi des  petits détours vers des sujets plus  pointus – comme l’anorexie, l’anarchie et… les poulets-cyborg.

Quick French Talk – Antonio A. Casilli #Part01 “Atheist”

“J’ai à plusieurs reprises témoigné de mon amour inconditionnel pour l’oeuvre de Mildred Simantov et Nils Thornander. Leur travail Strange Fruit, réalisé avec le généticien Brian Lucas, est absolument passionnant. Plus récemment j’ai été l’un des « convives virtuels » de leur installation Réfectoire, exposée au Musée Carnavalet à l’occasion de la Nuit Blanche 2010. Dans ce symposium virtuel, avaient fait leur première apparition publique les bols bretons peints d’un mot désignant une identité géopolitique ou culturelle : “Socialiste” “Anorexique” “Suisse” “Catholique” “Employé” “Ami” etc.  Un seul mot, censé solliciter une identification – ou un refus d’identification. Méditer sur la complexité de son identité reste le but déclaré de ces objets apparemment très simples et banals. La même banalité et les mêmes questionnements bouleversants que je détecte dans les usages numériques.” —a

Quick French Talk – Antonio A. Casilli #Part02 “Philosopher”

Quick French Talk – Antonio A. Casilli #Part03 “Anorexic”

Bio

Mildred Simantov, designer sémantique, plasticienne, éditrice et web-artist noue des relations singulières entre les mots, les signes et les objets. Nils Thornander, plasticien et compositeur développe sous de nombreuses formes son concept du Continuum, par lequel il tente de saisir la complexité du monde actuel. Associés depuis 2009, ils ont créé avec The Nice Institution une oeuvre qu’ils décrivent comme “the fastest link etc.” Parmi leur réalisations : Réfectoire (Nuit Blanche 2010, Musée Carnavalet, Paris) ; Olympic Smoking Area (Chic Art Fair, Cité de la mode et du Design, Paris) ; Limited Edition Waiting for the Peak Oil#05 (Blackblock – Palais de Tokyo 2011).

Le corps et Internet (Médialogues, la 1ère RSR, 8 déc. 2010)

Le mercredi 8 décembre 2010 le sociologue Antonio A. Casilli, auteur de Les liaisons numériques. Vers une nouvelle sociabilité ? (Seuil, 2010) est l’invité d’Alain Maillard et Martine Galland dans l’émission Médialogues, sur la 1ère Radio Suisse Romande (RSR) pour parler de corps et d’Internet.

Nous n’oublions pas notre corps sur la Toile, bien au contraire: nous sommes constamment en train de le représenter, de le mettre en scène et, par cela, de véhiculer tout un ensemble de desiderata d’ordre social : beauté, grâce, longévité, séduction… C’est parce que nos sociétés mettent le corps au centre de nos soucis qu’Internet devient une manière pour articuler une présence corporelle assistée par les technologies numériques.

Ecouter le podcast :: Antonio A. Casilli Médialogues (1ère RSR, 8 déc. 2010)

"La désocialisation par le Web n’a jamais eu lieu" : vidéo INA d’Antonio Casilli

Sur INAGlobal, le site des industries créatives de l’Institut National de l’Audiovisuel, Cédric Cousseau consacre une note de lecture au livre Les liaisons numériques. Vers une nouvelle sociabilité ? (Seuil, 2010) – et une vidéo-interview à son auteur, le sociologue Antonio A. Casilli.


Internet et le mythe de la désocialisation

Dans « Les liaisons numériques », Antonio A. Casilli part à l’assaut d’un mythe. Celui selon lequel les internautes seraient seuls devant leur écran d’ordinateur et qu’Internet viendrait leur retirer tous liens les rattachant à leurs proches. Ils se poseraient chaque jour un peu plus en rupture face à la société à mesure qu’ils se construiraient une vie parallèle sur le net, une vie sans âme ni échange. Mais pour le chercheur, Internet n’est pas cette machine aspirante que l’on veut, parfois, nous faire croire.

[…]
La toile tisserait aussi des liens supplémentaires avec les personnes éloignées du premier cercle de connaissances. Un outil comme Facebook permettrait d’entretenir et de conserver les liens distendus ou ténus de la vie “réelle”. Et ces liens peuvent se révéler décisifs à des moments précis comme lors, par exemple, de la recherche d’un emploi ou dans des situations de détresse comme la maladie.

Antonio A. Casilli appuie également sa réflexion en citant la thèse de Mark Granovetter (“The Strength of Weak Ties”, American Journal of Sociology, volume 78, n°6, 1973), sociologue à l’université de Stanford, selon laquelle « Ce n’est pas en se tournant vers les proches, liés par des relations humaines si denses qu’elles ne s’ouvrent pas vers l’extérieur, que l’on maximisera les chances de faire circuler un message nouveau. Ce seront les relations superficielles ou les inconnus “amis d’amis” qui nous permettront d’élargir l’éventail de nos connaissances et d’atteindre des ressources nouvelles ».

Un autre argument veut que selon les statistiques de Facebook, un utilisateur du réseau social dispose en moyenne un maximum de 130 amis sur le site, ce qui est proche du chiffre de Robin Dumbar selon lequel le cerveau humain ne peut gérer plus de 150 amitiés. Il y a donc une certaine reproduction en ligne de la sociabilité. Il faut alors distinguer les personnalités publiques ayant plusieurs milliers d’amis ou de followers sur Twitter et les particuliers. Les premiers n’entretiennent, au final, plus de liens d’amitié en ligne mais un lien de communication avec une foule anonyme.

[…]

L’intérêt de l’essai d’Antonio A. Casilli est donc de dépasser les clichés faciles, de gratter leur vernis et de retravailler le négatif pour faire apparaître les détails cachés, n’omettant pas les nuances. Son objectif est ici de montrer que le « personal computer » depuis qu’il a investit nos foyers ne se limite pas pour autant à cela. Une pensée finalement rare.

La valeur sociale du Troll : Antonio Casilli interviewé dans Clubic

Le portail Clubic publie une interview d’Olivier Robillart avec le sociologue Antonio A. Casilli, auteur de Les liaisons numériques. Vers une nouvelle sociabilité ? (Seuil, 2010) : qu’est-ce qu’un troll et pourquoi est-il inhérent à la sociabilité du Web ?

Quels sont les motifs qui peuvent pousser un internaute à troller?
Il y a sans doute des motivations personnelles qui poussent un commentateur à donner son avis mais ce n’est pas la bonne justification. Nous sommes dans une société où l’on a exclu la possibilité d’avoir de « mauvais comportements », qui dépassent les limites, le trolling entre alors dans un phénomène d’expression plus vaste. Le Web permet une certaine opacité, briser les règles devient donc un élément de richesse. C’est un moyen de faire exploser des barrières sociales mais aussi de communication. Un peu comme le hacking ou le téléchargement illégal, c’est une manière d’être « au dessus » de la mêlée…
[…]
Est-il possible de dresser un portait robot d’un troll ? L’identifier plus facilement afin de cerner au mieux ses motivations.
Encore une fois, cela dépend du contexte. Prenons par exemple Wikipédia, le troll qui ira « vandaliser » certaines pages peut ressembler à n’importe qui. De même, le troll n’est pas forcément du sexe masculin, une étude a révélé que sur le site MySpace, les femmes étaient largement présentes dans le flot de critiques. Mais s’il faut dresser un portrait robot, on parle d’un usager type, plutôt jeune, curieux et imprégné de la culture Geek-pop.
Existe-t-il des professions sujettes au troll. Les hommes politiques sont-ils des trolls en puissance ?
Oui, les politiques en sont lorsqu’ils s’embarquent sur des sujets ou des services qu’ils ne maîtrisent pas. Ils sont mal placés, alors ils trollent. La plupart n’ont pas compris qu’Internet n’est pas une interface technique mais sociale. Du coup, ils prennent parfois la parole de manière inadaptée. Et là, on est bien souvent dans du pur troll…

"Le Web, une sociabilité 'supplémentaire'": interview avec Antonio Casilli dans Le Monde (10 sept. 2010)

Le sociologue Antonio A. Casilli (EHESS, Paris), auteur de Les liaisons numériques, vers une nouvelle sociabilité ? paru aux éditions du Seuil le 2 septembre 2010, évoque dans une entrevue au Monde le changement de forme des relations sociales introduit par les technologies de l’information et de la communication. « Ces technologies nous aident à mieux maîtriser notre “positionnement social”. Il y a une ambition d’usage des technologies qui va dans ce sens, qui a pour but de moins subir notre positionnement primaire au profit d’un positionnement de choix », explique-t-il.

Cet entretien, réalisé par Hubert Guillaud, a été initialement publié dans le portail d’actualité InternetActu.

“Le Web ne désocialise pas plus qu’il n’hypersocialise”

Internetactu – A l’occasion de la parution des Liaisons numériques, vers une nouvelle sociabilité ? (Amazon), aux éditions du Seuil, nous avons rencontré son auteur, le chercheur en sociologie Antonio Casilli (blog). Dans ce livre très documenté, qui puise à la fois dans la richesse des savoirs académiques et dans une expérience et réflexion très personnelle, Casilli démonte trois mythes de l’internet : le réel et le virtuel ne sont pas distincts, mais imbriqués ; les traces corporelles sont un moyen d’exprimer et réaliser son autonomie, ses stratégies ; les TIC ne sont pas désocialisantes mais reconfigurent notre manière d’être en société. L’occasion de discuter avec lui du rôle et de la place respective de nos sociabilités numériques et réelles, pour mieux comprendre justement la manière dont elles s’articulent, s’imbriquent et font société.

InternetActu.net : Pourquoi les ordinateurs ont-ils acquis une place aussi intime dans nos vies ?

Antonio A. Casilli : La miniaturisation des ordinateurs (analysée notamment par Daniel Bell dans Teletext and Technology) a engendré une reterritorialisation de ceux-ci, leur permettant petit à petit d’intégrer l’espace domestique. Le premier changement que cette miniaturisation a impliqué est donc celui de l’espace physique. L’agencement des pièces, des meubles, des chambres change avec l’arrivée de ce nouvel appareil électroménager qu’il faut installer, comme on a installé avant lui la radio ou la télévision. Mais il n’y a pas que l’espace domestique qui est bouleversé par l’arrivée de cet équipement : l’espace technologique de la maison l’est aussi avec l’arrivée d’un équipement dont le contenu technologique est par définition plus important que les autres, puisqu’il permet de tout faire (jouer de la musique, regarder des films, jouer, communiquer…).

Enfin, ils ont également reconfiguré l’espace social. Nombre de parents ont considéré, avec l’introduction des premiers ordinateurs domestiques, que leur capital social et culturel faisait un bond en avant. Pour les “enfants de l’ordinateur” des années 80, l’ordinateur a été l’occasion de s’autonomiser ou de resituer le rôle qu’ils avaient au sein de la famille.

Le mobile prolonge ce même processus de miniaturisation et de reterritorialisation. L’ordinateur colle désormais un peu plus à nos corps, comme ces mobiles qui frottent nos cuisses ou nos hanches depuis les poches où on les range. Ils sont devenus un attribut de la corporalité des usagers. C’est aujourd’hui devenu une analyse banale, mais dans les années 80, Bruce Sterling dans une introduction à l’anthologie cyberpunk – Mozart en verres miroirs – avait anticipé cela en observant les premiers baladeurs, les premières lentilles de contact… Notre machinerie est presque arrivée sous la peau.

InternetActu.net : Dans votre livre, vous expliquez que les nouvelles technologies de l’information et de la communication sont devenues un moyen de sociabilité “supplémentaire” qui s’ajoute, plutôt que de remplacer, la sociabilité en face à face et la participation sociale. Cette affirmation est pourtant encore loin de convaincre tout le monde. Beaucoup par exemple estiment qu’être pendu au téléphone en faisant ses courses ou dans les transports en commun met fin aux échanges qu’on avait, avant, dans ces temps et espaces là.

Antonio Casilli : Ce n’est pas pour convaincre que j’ai écrit ce livre, mais pour recentrer un débat, qui pour l’instant est figé dans la polarisation technophile-technophobe. Pour comprendre si les nouvelles formes communicationnelles remplacent les formes d’échanges “authentiques”, il faut comprendre ce que l’on entend par authentique.

On vit dans un milieu assisté par les machines à communiquer qui changent la forme de la relation sociale. Désormais, dans les séminaires scientifiques on s’échange non seulement des propos “officiels”, mais également d’autres via l’internet (ce qu’on appelle le backchanneling, comme nous l’expliquait Danah Boyd – NDE) permettant de recréer des formes d’authenticité communicationnelle, capable de creuser des tunnels sous notre réalité. On s’échange des mails, des textos, des messages instantanés ou des twitts, qui ont une force de frappe émotionnelle, en temps réel, qui peuvent être plus importantes que les formes plus policées de communication réelle.

Ces technologies nous aident à mieux maîtriser notre “positionnement social”. Il y a une ambition d’usage des technologies qui va dans ce sens, qui a pour but de moins subir notre positionnement primaire au profit d’un positionnement de choix.

C’est tout l’enjeu de la question de l’homophilie. En sociologie, l’homophilie est un discours déterministe qui dit qu’on a tendance à s’associer à des gens avec lesquels on partage des formes de complémentarité liée à la langue, au sexe, au niveau culturel ou à l’ethnicité… Dans l’étude de l’amitié comme processus social, on a longtemps pensé que les gens évoluaient dans leur amitié par sexe, même milieu géographique, social, etc. Or, avec l’internet on arrive à créer des zones de meilleure maîtrise de ce positionnement.

Mes travaux en sociologie informatique sont basés notamment sur une analyse de l’homophilie pour comprendre si ces caractéristiques communes ont une influence sur la création de liens dans les réseaux sociaux, type Facebook, afin de comprendre ce qu’il se passe quand on parle de positionnement social, de structure sociale. J’ai ainsi produit un modèle multiagent capable de cumuler des réseaux de liens d’amitié. Ce qu’il est important de voir, c’est comment avec n’importe quel paramètre ce modèle restitue toujours un résultat important : il montre que l’homophilie ne joue pas. Ou en tout cas, beaucoup moins que les traits culturels, les expériences ou les goûts affichés comme je l’explique dans une récente étude réalisée avec Paola Tubaro (.pdf).

L’étude que j’ai menée par exemple auprès de jeunes blogueurs démocrates organisant une cookie-party à Pasadena montrait de prime abord une très forte homophilie entre participants : ils avaient le même âge, venaient du même milieu social, avaient le même intérêt politique… Pourtant, leurs blogs leur permettaient de s’ouvrir sur un espace public bien plus large. Leurs pratiques leur permettaient de toucher des couches de populations qu’ils n’auraient pas réussi à rencontrer dans une société très compartimentée comme l’est celle de la Californie du Sud.

InternetActu.net : Selon vous, la création d’espaces intimes communs assistés par ordinateurs est capable de transformer la relation humaine. Vous expliquez dans votre livre que les nouvelles technologies créent “un engament intime diffus, finalement peut-être plus subversif ou profond que les engagements militants d’antan”. En quoi l’intimité est-elle plus “profonde” que l’engagement militant d’antan ?

Antonio A. Casilli : Ces technologies sont des prétextes culturels. Car finalement, ce dont on parle c’est de processus sociaux et d’interactions sociales assistées par les ordinateurs.

La question de l’engagement intime et diffus remonte aux années 60, au moment où l’on commence à mêler engagement politique et engagement personnel en les associant. C’est la naissance du féminisme, de mai 68 ou encore du mouvement de l’autonomie ouvrière qui reprenait ces éléments pour les concentrer dans une militance gauchiste révolutionnaire qui ne cherchait pas tant à faire des manifs qu’à bouleverser le quotidien. Ce n’est pas un hasard si c’est dans ces milieux-là, féministes, hippy, anarcho-marxistes… qu’on voit apparaître les premières expérimentations de technologies appliquées à l’activité militante comme dans les Community Memory en Californie, les cyberféministes (notamment avec Donna Haraway) voir avec certains théoriciens de ce marxisme autonome, comme Franco Berardi.

Ces formes nouvelles d’engagement politique ont façonné les formes d’engagement politiques que nous connaissons désormais, en introduisant une attention au côté médiatique et aux projections de désirs, d’attentes et de sensations… nous éloignant de l’engagement classique consistant à aller manifester, clamer un slogan et rentrer chez soi. Dans les mouvements militants classiques, la vie était compartimentée, comme un oeuf qui ne mélange pas le blanc du jaune. La journée avait 8 heures pour travailler, 8 heures pour se reposer et 8 heures pour avoir une activité politique. Aujourd’hui, tout se superpose.

InternetActu.net : Les rapports sociaux médiatés par l’informatique sont-ils simples ? L’ordinateur filtre et modère les rapports humains, mais on pense souvent qu’il suffit de se débrancher pour reprendre le contrôle. “Les solutions technologiques deviennent des solutions sociales” dites-vous. On a l’impression que la société se dissout derrière la technologie…

Antonio A. Casilli : Je dis cela surtout pour relater le type de discours de certaines personnes qui n’arrivent pas toujours à maîtriser leur rapport à la technologie. A chaque fois qu’ils doivent donner une solution sociale à leurs problèmes, ils la remplacent par une solution technologique : je débranche le téléphone plutôt que de répondre.

En fait les choses sont plus complexes. La solution technologique et la solution sociale se superposent et créent des confusions, comme dans le cas de la rupture d’amitié sur Facebook. A chaque fois que quelqu’un défriend quelqu’un d’autre, cela nous semble être une insulte personnelle, alors que cela peut-être lié à un bug ou à un réaménagement de profil. Mais cela nous affecte, car on projette sur une disposition technologique, un ensemble de desiderata de l’ordre du social. On recherche la proximité avec monsieur ou madame X en la projetant sur cette liaison numérique.

InternetActu.net : Une liaison qui est souvent asymétrique…

Antonio A. Casilli : Oui, dans plusieurs réseaux sociaux, elle peut-être asymétrique. Et c’est une variable à prendre en compte dans ce type d’interaction. Je rapprocherai plutôt ce déséquilibre du lien de l’admiration ou de la microcélébrité. Grâce à ce type de média, comme la téléréalité d’ailleurs, des gens créent des niches de célébrité générant une longue traine des relations humaines. On peut désormais être fan d’un collègue de travail comme on l’était dans les années 90 d’une célébrité.

La liaison numérique pose également la question de la maîtrise de l’identité. A quel point ce collègue dont on consulte les photos qu’il publie sur Flickr, la musique qu’il écoute sur Deezer, les commentaires qu’il pose sur Facebook est-il le collègue tel qu’il se voit ? Il y a toute une sémiotique de l’identité en ligne comme l’explique Fanny George (.pdf), qui passe par la maîtrise de la mise en scène de soi, par le jeu entre identité affichée et identité calculée. Or, c’est dans la dialectique entre l’identité affichée et l’identité calculée que se joue la question de la vie privée en ligne. La privacy n’est pas un tout où je suis soit transparent soit opaque aux autres : il y a des couches de transparences, des facettes que j’aime montrer à certaines personnes et d’autres à d’autres.

C’est dans ces relations que se joue la vie privée. Comme l’explique le sociologue américain Irwin Altman, pionnier de la théorie de régulation de la vie privée, le clivage vie privée/vie publique n’est pas univoque et définitif, mais se joue dans de petits détails entre chaque relation. Les crises de vie privée explosent quand ce qu’on partage avec X est dévoilé à Y.

InternetActu.net : En comparant par exemple la communauté des anorexiques hors ligne et online, vous dites “que le groupe en ligne est plus extrême, mieux organisé, mieux soudé socialement”. Quels sont les éléments distinctifs entre une communauté réelle et une communauté virtuelle ?

Antonio A. Casilli : La différence dans les communautés pro-ana (pour l’anorexie) en ligne et hors ligne est basée surtout sur le fait que ces sujets là, hors ligne, étaient communicationnellement inexistants. Avant l’internet, l’anorexique était dans une situation où ses relations aux autres malades étaient institutionnalisées, car hospitalisées ou alors avec des symptômes qui les mettaient dans la difficulté d’avoir des relations aux autres. Avec le web, ces personnes arrivent à trouver des sujets dans des situations comparables et arrivent à échanger des bribes d’expériences.

Ces échanges finissent même par créer une sous-culture radicale dans ses manifestations : s’échangeant des playlist pro-ana, des produits de consommation quotidienne comme des dentifrices plus capables que d’autres de cacher les dégâts dentaires dus aux vomissements répétés. Les renseignements s’échangent sur des forums participants à la création d’une base de connaissance en ligne fondée sur l’échange de pratiques. On peut ainsi apprendre à être un bon anorexique ou un bon boulimique sur le web, avec même des classements et des degrés…

Le web ne désocialise pas plus qu’il n’hypersocialise, mais il reconfigure notre manière de faire société. Pour l’anorexique, son entourage, sa famille et la clinique ont longtemps été ses seuls repères face à la maladie. Désormais, l’anorexique est en contact avec d’autres anorexiques. Les communautés deviennent multidimensionnelles, c’est-à-dire qu’elles ont à la fois une existence réelle et numérique.

propos recueillis par Hubert Guillaud

Interview d'Antonio Casilli dans InternetActu : "Le Web reconfigure notre manière d'être en société"

Hubert Guillaud du portail d’actualité InternetActu.net rencontre Antonio Casilli lors de la sortie en librairie de son nouvel ouvrage Les liaisons numériques. Vers une nouvelle sociabilité ? L’occasion pour approfondir certains des thèmes abordés dans le livre, ainsi que pour annoncer d’autres recherches en cours. La reconfiguration des espaces sociaux provoquée par l’essor des technologies de l’information et de la communication a des effets importants sur nos modalités actuelles de “faire société”. Les rapports sociaux et l’engagement politique s’adaptent à ces changements. Non pas une “révolution numérique”, comme le voudraient les thuriféraires du Web à tout prix, mais une manière de s’approprier ces dispositifs pour en faire des “prétextes culturels”.

“Il y a une ambition d’usage des technologies qui va dans ce sens, qui a pour but de moins subir notre positionnement primaire au profit d’un positionnement de choix.

C’est tout l’enjeu de la question de l’homophilie. En sociologie, l’homophilie est un discours déterministe qui dit qu’on a tendance à s’associer à des gens avec lesquels on partage des formes de complémentarité liée à la langue, au sexe, au niveau culturel ou à l’ethnicité… Dans l’étude de l’amitié comme processus social, on a longtemps pensé que les gens évoluaient dans leur amitié par sexe, même milieu géographique, social, etc. Or, avec l’internet on arrive à créer des zones de meilleure maîtrise de ce positionnement”.